quarta-feira, 20 de junho de 2007

Menina mulher parte ll

Menina;
Pura;
Reta;
Intácta;
Angelical.
Mulher;
Devassa;
Sinuosa;
Possuida;
Diabólica.
Nascida por Deus;
Criada pro Diabo;
Quando da reta se faz curva;
Quando do doce se faz picante;
A menina virou mulher;
O Anjo virou Demônio;
Demônio do bem;
Demônio que faz bem.
ADeus menina, meu inferno não é pra ti...

terça-feira, 12 de junho de 2007

Menina mulher

Menina;
Pura;
Anjo;
Deseja-la;
Purgatório;
Inferno.
Enxergar-me;
Odor;
Sexo;
Queimação...
A menina virou mulher;
A pureza se emputeceu;
O anjo virou Diabo;
A menina se perdeu...

domingo, 10 de junho de 2007

Sentindo a vida

Penetrar por entre corredeiras;
Contrair;
Dilatar;
Intermitente descompasso;
Desregrado;
Abençoado;
Me aperta;
Me amarra;
Me afoga;
Me afaga;
Cachoeira interminável;
Inebria;
Me faz maior;
Desbravar;
Me matar;
Me entregar;
O inferno galgar;
No compasso do prazer;
Faz meu ser existir na certeza de ter sido;
E o meu partir o sentido de ter existido.

sábado, 9 de junho de 2007

Muito prazer meu nome é...

Quando teu corpo encosta-se ao meu;
Arde o inferno e não mais diz adeus;
Quando tuas mãos insculpem o prazer;
Percebo um crescimento em todo meu ser.
Ao gritastes com teu;
O odor se espalha;
O suor escorre;
Minha boca molha;
Te trazendo marcas sem pudor;
Do descompasso de um amor;
Do prazer de sentir teu orgasmo contornar tuas pernas;
Que trêmulas lameiam meu sorriso com o mar de uma libido;
Que cedeu às lascivias de um pecador;
Que por instantes deu adeus ao meu Deus;
Para reencontrá-lo logo então;
Com toda a minha razão.

Mulher

Mulher naturalmente;
Simplesmente mulher.
O que esperar de ti?
Por si indecifrável,
Um encanto inexpressável,
Faz de teu feitiço natural tua magia obscena;
Desvendar-te impossível;
Desnudar-te um olhar;
Desejar-te existires;
Pobre do homem;
Pobre de mim.

Numa estrada dessa vida, eu te conheci ó flor...

Me guio na estrada por entre tuas curvas;
Paradas pensadas por certo provadas;
Me faz conhecer e me emudecer;
Procurar teu prazer e mais te querer;
Em ti penetrar com profundo gozar;
Sentir teu calor com gritos sem dor;
Querer viajar sem não mais parar.

Carne

Divina mulher diabólica de persuasivos contornos perversos, que de um anjo perfaz o demônio, que no recato desnuda-se aos meus olhos como messalina de um prazer desmedido, que me perfaz ordinário selvagem devorador de tua carne e inescrupuloso possuidor de teu prazer que mata minha fome por segundos e me faz refém do êxtase do teu gosto por todo sempre...

Viagem ao centro do universo

És de uma devassidão ínsita que sofre de uma introspecção compulsiva que a todos pode ludibriar mas à mim incendeia! És a fonte primária do pecado que do olhar que me despe ao toque que me contrai me faz querer penetrar em tua profundeza mais escura e úmida e que por mero capricho da natureza sinto-me acolhido naquela intocada solidão pronto a desvendar tua mais cabeluda emoção...

Antíteses do prazer

Teu corpo fundido ao meu;
É prazer,
É luxúria,
É pecado,
É de Deus
É do Diabo.
O atritar de nossa pele faz queimar-me no paraíso, onde tuas sinuosidades transformam meu corpo em mero escravo de um prazer que encontra limites no ilimitado...

Vida

Arquétipo indecifrável;
Sinuosidade deflagrável;
Inospitalidade indesejável;
Paixão inexorável;
A vida vasculariza a alma;
A prospecção do ser da podridão à luz eterna,
Sem a hipócrita máscara indevassável da verdade;
O tempo se fará presente;
Impiedoso;
Sem retórica;
E aí a verdade da vida fará da vida uma verdade.